Nunca me demorei no assunto, mas arrisco afirmar que todo o homem sofre a sua dose de bipolaridade. Situando-se o equilíbrio em território movediço, altamente instável, tendemos a escorregar de um estado ao seu inverso, sempre na tentativa de algum chão. Há, sem dúvida, uma ingenuidade consciente em mim. Há, sem qualquer dúvida, uma doce perversidade que me agrada.

'Sempre considerei que fotografar era uma coisa atrevida, o que, aliás, foi uma das coisas que mais me atraiu', escreveu Diane Arbus, 'e quando fotografei pela primeira vez senti-me muito perversa'. Ensaios sobre Fotografia, Susan Sontag








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